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Os aspectos da inteligência em crianças


Por que sempre responder àquelas perguntas típicas de crianças, como: Por que o céu é azul, por que existem pessoas malvadas no mundo, de onde eu vim?














Einstein morreu em 1955 e o médico que fez a autópsia, Thomas Stoltz Harvey, se apropriou daquilo que o gênio do século tinha de mais extraordinário, seu cérebro. Negou-se a entregar o órgão às autoridades, e quando se viu acuado fugiu para o Kansas, onde manteve o cérebro em sua guarda. Em 1978, o jornalista Steve Levy localizou Harvey e o cérebro foi exposto ao mundo para ser estudado pelos cientistas.

Para a surpresa e decepção de todos, Einstein tinha um cérebro mediano, nada revolucionário e anormal ,com algumas características peculiares, mas nada anormal, pois a maioria dos cérebros possuem uma ou outra anomalia.
   
Segundo especialistas, 50% da inteligência humana provem da genética e a outra metade é o meio ambiente que determina. Para nós pais, isso quer dizer que a metade da inteligência de nossos filhos pode ser influenciada pelo ambiente no qual nossas crianças crescem.

Segundo o biólogo John J. Medina, especialista em desenvolvimento cerebral, o QI de uma criança é influenciado pela família e normalmente entre irmãos que crescem juntos, os QI's tendem a ser semelhantes. De acordo com Medina, o fato da criança ter crescido em um lar rico ou pobre também influenciará na inteligência do garoto.

Dois ingredientes básicos para um cérebro inteligente é memória e improvisação. A memória é a capacidade de armazenar informações e a improvisação é a capacidade de adaptar a informação a situações únicas.

Uma mente inteligente tem outras características, como: desejo de explorar, autocontrole, criatividade, comunicação verbal e decodificação da comunicação não verbal.




A criança é naturalmente curiosa, isso faz parte da natureza humana e que nós pais, muitas vezes, vamos abolindo de nossos filhos. Meu bebe, desde muito cedo, ficava olhando um objeto por um longo período e fazendo um barulho estranho com a boca, tipo: hummmmm....
Eu ficava pensando, o que se passa na cabeça deste garoto? Até hoje fico imaginando o que sua cabecinha processava. No entanto, para um neném de menos de um ano, tudo é novo. Ele poderia estar pensando: pra que serve isso? como se usa esta coisa? Será que é de comer? Bem, não sei se tem uma resposta para minha dúvida.

Já se sabe, há algum tempo, que as crianças são cientistas naturais. Então, porque mudamos com o passar do tempo? Acredito que seja pelo fato de quando nos tornamos adultos ouvirmos e acreditarmos no que nos falam, coisas tipo: isso não tem como ser feito, ninguém nunca conseguiu, somente pessoas excepcionais conseguem tal coisa. Mas Einstein tinha um cérebro relativamente normal e fez grandes descobertas. Bem, ou ele não tinha pessoas ao seu lado o desestimulando ou ele não acreditava nestas pessoas.

Durante seis anos, dois pesquisadores conduziram um estudo abrangente observando mais de 3 mil executivos inovadores, desde químicos até engenheiros de software. Publicado em 2009, esse estudo foi premiado pela Harvard Business Review.
As características em comum destas cobaias são:
  • Capacidade de fazer associações criativas;
  • Hábito de perguntar: "e se...", "e por que não?", "e por que você está fazendo assim?";
  • Insaciável desejo de improvisar e experimentar.
Sabe aquela típica pergunta que os garotos fazem: por que pai? por que não pai? Responda seu filho, ou se não tiver a resposta, faça uma pesquisa e o responda. Estas são as perguntas que os gênios frequentemente fazem.



Neste vídeo, uma criança é colocada sentada diante de uma mesa com um machimelo. É feito a seguinte proposta à criança: você pode comer este machimelo, mas se não comer até eu voltar, você terá o direito de comer este e mais um outro que lhe será dado, você escolhe.

Esta experiência foi feita no laboratório de Walter Mischel, em Stanford, no final da década de 1960, mas com biscoitos. Cerca de 72% das crianças do jardim de infância sucumbiram e devoraram o biscoito. Entretanto, entre as crianças da quarta série só 49% cederam à tentação. Por volta da sexta série, o número já é de 38%.

Segundo Medina, a função executiva, que é a capacidade de fazer este tipo de escolha, controla o planejamento, a previsão, a solução de problemas e o estabelecimento de objetivos. Ela ocupa várias partes do cérebro. Mischel descobriu que a função executiva da criança é um componente fundamental das habilidades intelectuais.

De acordo com Medina, o cérebro de uma criança pode ser treinado para aumentar o autocontrole e outros aspectos da função executiva.



Criatividade. Pesquisadores acreditam que a criatividade tem algum componente básico, entre os quais a capacidade de perceber novas relações entre coisas antigas, fazendo surgir novas ideias ou coisas.

Outro conjunto de pesquisadores associa a criatividade ao ato de correr riscos.

Com o passar dos anos nos tornamos menos criativos, pois padrões de comportamento nos são colocados, e seguimos tais padrões para não ser necessário gastar energia pensando e somente fazer o que normalmente se é feito, em outras palavras, somos programados. Mas nas crianças não existe padrões, tudo é novo.

Em minha opinião, como pais, muitas vezes tolhemos de nossos filhos o direito de pensar novo, pensar diferente, de serem criativos, de inovar e, em um ato de tolice nossa, as achamos tolas...




Não se discute que as habilidades verbais são importantes na inteligência humana. Vivemos em sociedade e saber se comunicar é essencial.

É muito legal para qualquer pai ver seu filho falar a primeira palavra, e fiquei admirado quando vi meu filho tentando contar a história do livrinho que ganhou para nossa vizinha, com a maior seriedade e preocupado se estava sendo bem compreendido. Isso é mais uma prova que os filhos imitam o comportamento dos pais, porque o livro que ele contava era o que eu e minha esposa normalmente contamos para ele à noite.

Algo interessante na linguagem de bebes é que até os seis meses de vida eles são cidadãos do mundo, sem uma língua definida em seu cérebro, ou seja, sua mente não tem nacionalidade. De acordo com Medina em seu livro: A ciência dos bebes da gravidez aos 5 anos - , ao nascer, o bebê consegue distinguir os sons de todas as línguas até agora inventadas. Ele cita em seu livro a Professora Patrícia Kuhl, que descobriu esse fenômeno. Conforme Kuhl, depois do primeiro ano de vida, os bebes não mais conseguem distinguir os sons de todos os idiomas do planeta, como exemplo, uma criança japonesa que nunca ouviu falar as palavras "pote" e "bote" durante o segundo semestre de vida não perceberá as diferenças sonoras destas palavras quando tiver um ano de vida. Ou seja, poderão ouvir "pote" e "bote" que para elas serão a mesma palavra. 


A decodificação da comunicação não verbal é outra característica da inteligente, sendo conceituada como aquilo que não é falado mas que pode ser interpretado pelas expressões tanto de nosso corpo, como a gesticulação, quanto às várias expressões da face, como a de tristeza, alegria, angústia, entre várias outras.

A única forma de compreensão de uma criança que ainda não aprendeu a falar é observando seus pais e tentando decodificar o que diz seu corpo, a sua face. No entanto, isso não quer dizer que seu filho não continuará a fazer isso depois de aprender a se comunicar.

Entre as espécies, nós somos a que tem o mais sofisticado sistema de mensagens não verbais do planeta. Isso se deve, entre outros fatores, a um enorme território neural para a tarefa única de processar rostos, segundo Medina.

Nos Estados Unidos, crianças sem nenhum problema auditivo, no primeiro ano escolar, receberam aula de Linguagem de sinais durante nove meses. Isso as ajudam a aumentar o foco de atenção, capacidades espaciais, memória de identificação visual em torno de 50% em comparação às outras crianças. 

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