Mais de 80% dos casais experimentam enorme declínio na qualidade conjugal durante a transição para a paternidade e a hostilidade entre os pais pode causar danos ao desenvolvimento cerebral e ao sistema nervoso do recém-nascido.
De acordo com estudos realizados, a chegada do primeiro filho pode provocar grave instabilidade no relacionamento do casal, principalmente se o filho não foi planejado pelo casal ou se um dos conjunges se submeteu à vontade do outro, ou seja, somente um deles desejava ter o bebe e o outro não. O jornal Journal of Family Psychology publicou: "Em resumo, a paternidade acelera o declínio do casamento, mesmo entre casais razoavelmente satisfeito que escolheram passar por essa transição - mas em geral o planejamento e a satisfação conjugal antes da gravidez protegem os casamentos contra esse declínio."
Conforme o biólogo molecular e pesquisador John J. Medina em seu livro _ A ciência dos bebês, da gravidez aos 5 anos _ são quatro as mais importantes fontes de conflitos durante a transição para a paternidade: perda de sono, isolamento social, carga de trabalho desigual e depressão.
Lembro-me dos primeiros meses de vida de meu filho, dormir se tornou luxo... Minha esposa chegou a ficar quase três dias praticamente sem dormir por mais de duas horas seguidas. Com a falta de tempo para descansar a mente da pessoa certamente ficará mais irritada e as interações hostis entre o casal tende a aumentar consideravelmente. Segundo Medina, os indivíduos com débito de sono costumam sofrer 91% de perda da capacidade de controlar emoções fortes e a habilidade de resolver problemas caem 10% se comparado às pessoas que dormem bem. Um certo dia, vendo a situação de minha esposa, falei para ela ir dormir um pouco que eu ficaria com nosso filho. Assim, ela descansaria por um tempo. Ela foi para o quarto e eu fiquei com nosso filho. Quando percebi, estava lá minha esposa na greta da porta observando se eu estava cuidando bem do garoto. Resultado, não dormi e nem ela, pois ficou me vigiando...
Outro fator que prejudica o relacionamento é o isolamento social, pois não é fácil achar tempo e ânimo para participar dos grupos de amigos que outrora pertencíamos e estávamos sempre presentes. Este isolamento, segundo especialistas, pode levar a depressão dos pais. De acordo com Medina, praticamente 80% dos novos pais passam pela experiência da solidão. Já dormindo pouco, o casal normalmente diminui o interesse pelas atividades sociais. Tudo fica mais complicado, o simples desejo de um jantar fora de casa se torna algo praticamente impraticável. Pode-se esquecer aquela viajem programada, aquela pousada agradável, até as visitas, nos primeiros meses, se tornam um grande inconveniente.
O terceiro fator que afeta consideravelmente o relacionamento do casal é a carga de atividades excessiva, principalmente para a mulher, pois os deveres de casa triplicam com a chegada do bebe. A típica mãe que fica em casa cuidando do bebe trabalha 94,4 horas por semana, segundo Medina. Quando isso não é percebido pelo companheiro torna-se uma fonte de desequilíbrio conjugal, porque a mulher, vendo que só trabalha e não tem o auxílio nem o reconhecimento do marido, fica extremamente estressada, fazendo com que aumente o número de brigas, afetando desta forma o desenvolvimento da criança.
Medina sita em seu livro que cerca da metade das novas mães passa por uma tristeza após o parto que desaparece em algumas horas ou alguns dias. Essa melancolia causada pelo bebe é típica. Mas outros 10% ou 20% das mães experimentam algo muito mais profundo e infinitamente mais perturbador. Estas últimas choram o tempo todo ou ficam simplesmente olhando pela janela... Essas mães podem estar entrando na chamada depressão pós-parto. Esta situação pode levar a várias consequência, entre as mais graves o infanticídio (matar o próprio filho) ou o suicídio caso não seja tratado.
A depressão, que acomete principalmente nas mulheres, pode ser reproduzida no comportamento do bebê, que também afeta o desenvolvimento dele.
A depressão não afeta somente as mães, podendo afetar também os pais. Entre 10% e 25% dos pais ficam deprimidos com o nascimento do bebe. Se a mulher também estiver deprimida, o índice chega a 50%.
A criança está a todo tempo observando o comportamento dos pais e são fortemente influenciados pelo que vê e sente, principalmente quando os pais começam a brigar constantemente. A coisa mais importante para a criança é a segurança, isso mais por questão de instinto e sobrevivência. Ela precisa se sentir segura para que seu cérebro se desenvolva normalmente.
Medina em seu livro diz:"O estresse também afeta o comportamento. Bebês que vivem em lares emocionalmente instáveis são muito menos capazes de reagir positivamente a novos estímulos, se acalmar, se recuperar do estresse - em resumo, ajustar as próprias emoções. Às vezes até as pernas não se desenvolvem adequadamente, pois os hormônios do estresse podem interferir na mineralização óssea. Quando essas crianças atingirem quatro anos de idade, seus níveis de hormônio do estresse podem ser quase o dobro do das crianças que vivem em lares emocionalmente estáveis".
De imediato pode-se pensar que a solução então seria o divorcio, mas segundo Medina, os filhos de casais divorciados têm probabilidade 25% maior de usar drogas, as meninas têm maior probabilidade de engravidar fora do casamento, estas crianças têm o dobro de chance de se divorciar, na escola tiram notas inferiores às dos filhos de casais estáveis, entre outras consequências.
Então, bora cuidar melhor do casamento, pois é muito mais fácil criar uma criança que consertar um homem!
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Outro fator que prejudica o relacionamento é o isolamento social, pois não é fácil achar tempo e ânimo para participar dos grupos de amigos que outrora pertencíamos e estávamos sempre presentes. Este isolamento, segundo especialistas, pode levar a depressão dos pais. De acordo com Medina, praticamente 80% dos novos pais passam pela experiência da solidão. Já dormindo pouco, o casal normalmente diminui o interesse pelas atividades sociais. Tudo fica mais complicado, o simples desejo de um jantar fora de casa se torna algo praticamente impraticável. Pode-se esquecer aquela viajem programada, aquela pousada agradável, até as visitas, nos primeiros meses, se tornam um grande inconveniente.
O terceiro fator que afeta consideravelmente o relacionamento do casal é a carga de atividades excessiva, principalmente para a mulher, pois os deveres de casa triplicam com a chegada do bebe. A típica mãe que fica em casa cuidando do bebe trabalha 94,4 horas por semana, segundo Medina. Quando isso não é percebido pelo companheiro torna-se uma fonte de desequilíbrio conjugal, porque a mulher, vendo que só trabalha e não tem o auxílio nem o reconhecimento do marido, fica extremamente estressada, fazendo com que aumente o número de brigas, afetando desta forma o desenvolvimento da criança.
Medina sita em seu livro que cerca da metade das novas mães passa por uma tristeza após o parto que desaparece em algumas horas ou alguns dias. Essa melancolia causada pelo bebe é típica. Mas outros 10% ou 20% das mães experimentam algo muito mais profundo e infinitamente mais perturbador. Estas últimas choram o tempo todo ou ficam simplesmente olhando pela janela... Essas mães podem estar entrando na chamada depressão pós-parto. Esta situação pode levar a várias consequência, entre as mais graves o infanticídio (matar o próprio filho) ou o suicídio caso não seja tratado.
A depressão, que acomete principalmente nas mulheres, pode ser reproduzida no comportamento do bebê, que também afeta o desenvolvimento dele.
A depressão não afeta somente as mães, podendo afetar também os pais. Entre 10% e 25% dos pais ficam deprimidos com o nascimento do bebe. Se a mulher também estiver deprimida, o índice chega a 50%.
A criança está a todo tempo observando o comportamento dos pais e são fortemente influenciados pelo que vê e sente, principalmente quando os pais começam a brigar constantemente. A coisa mais importante para a criança é a segurança, isso mais por questão de instinto e sobrevivência. Ela precisa se sentir segura para que seu cérebro se desenvolva normalmente.
Medina em seu livro diz:"O estresse também afeta o comportamento. Bebês que vivem em lares emocionalmente instáveis são muito menos capazes de reagir positivamente a novos estímulos, se acalmar, se recuperar do estresse - em resumo, ajustar as próprias emoções. Às vezes até as pernas não se desenvolvem adequadamente, pois os hormônios do estresse podem interferir na mineralização óssea. Quando essas crianças atingirem quatro anos de idade, seus níveis de hormônio do estresse podem ser quase o dobro do das crianças que vivem em lares emocionalmente estáveis".
De imediato pode-se pensar que a solução então seria o divorcio, mas segundo Medina, os filhos de casais divorciados têm probabilidade 25% maior de usar drogas, as meninas têm maior probabilidade de engravidar fora do casamento, estas crianças têm o dobro de chance de se divorciar, na escola tiram notas inferiores às dos filhos de casais estáveis, entre outras consequências.
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